Textos sobre alguma coisa e coisa alguma. Música, Cinema, Literatura, Poesia, Ciência e Meio Ambiente, Culinária, Cama, Mesa e Banho, Barba, Cabelo e Bigode(...) e entrelinhas.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A mulher da dor que andava pelo seu corpo
Vou contar a história da mulher que tinha uma dor que andava pelo seu corpo, um dia a dor estava na mão, no outro estava no pé, coitada dela quando a dor teimava de parecer na coluna.
Todo dia ao sentar na mesa pro almoço assistiamos a primeira edição do noticiário local, se passasse uma matéria sobre dores de cabeça
ela dizia:
- Ai minha menina, eu to com uma dor aqui na cabeça...
A menina descuidada ria e dizia "Sinal que você tem cabeça". Se a dor fosse no pescoço "sinal que você tem pescoço". Mas não pensem vocês que a menina não se importava com a mulher e logo tratava de entregar-lhe um analgésico para aliviar as dores, mas logo voltava a comer sua gelatina de framboesa em frente a televisão agora assitindo ao folhetim sobre as novelas.
Até ontem a menina não sabia se as dores realmente existiam, e toda vez que ia almoçar pensava com nostalgia na mulher das dores tentado adivinhar que tipo de dor ela sentiria se ainda almoçassem juntas. E hoje a mulher com nostalgia pensa na menina, coitadinha não sabia que a vida é dura e que é dificil ser mulher com sua rotina cansativa e estressante de trabalho, casa, marido, filhos e estudos.
Hoje a menina é mulher e tem uma dor que anda pelo seu corpo.
Keywords: mini crônica, a mulher e a menina, amadurecer.
(24/07/09 - 22:01)
Não ficou do jeito que eu queria, ainda sujeita a mudanças, mas achei uma boa lição.
Todo dia ao sentar na mesa pro almoço assistiamos a primeira edição do noticiário local, se passasse uma matéria sobre dores de cabeça
ela dizia:
- Ai minha menina, eu to com uma dor aqui na cabeça...
A menina descuidada ria e dizia "Sinal que você tem cabeça". Se a dor fosse no pescoço "sinal que você tem pescoço". Mas não pensem vocês que a menina não se importava com a mulher e logo tratava de entregar-lhe um analgésico para aliviar as dores, mas logo voltava a comer sua gelatina de framboesa em frente a televisão agora assitindo ao folhetim sobre as novelas.
Até ontem a menina não sabia se as dores realmente existiam, e toda vez que ia almoçar pensava com nostalgia na mulher das dores tentado adivinhar que tipo de dor ela sentiria se ainda almoçassem juntas. E hoje a mulher com nostalgia pensa na menina, coitadinha não sabia que a vida é dura e que é dificil ser mulher com sua rotina cansativa e estressante de trabalho, casa, marido, filhos e estudos.
Hoje a menina é mulher e tem uma dor que anda pelo seu corpo.
Keywords: mini crônica, a mulher e a menina, amadurecer.
(24/07/09 - 22:01)
Não ficou do jeito que eu queria, ainda sujeita a mudanças, mas achei uma boa lição.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Poeminha Sentimental

Poeminha Sentimental
Mario Quintana
O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
Keywords: poemas, mário quintana, leitura.
Intertexto
Insônia... e mais palavras em conjunto, porém hoje eu sou mais leitura, ela é mais escrita, eu sou 5, ela é 95 ... porcento.
"São olhos de insatisfação
Eles espiam a chuva descer devagar
Até o tempo está ameno
A água cai em conta-gotas
E leio as palavras de devastação
que alastram-se mortas
em um eterno ressonar
Vejo o mundo lá fora dentro de uma gota
E o mundo cai lentamente da janela enferrujada
Caiu a insustentável leveza do ser
Me reponho e recomponho todos os dias
sou horta morta
cultivada, regada ao luar
sou elevada, fabricada e colhida
e a alma é tolhida de cifras
canso de ser, de me recolher
junto- me a eles pra virar melodia
E assim nos aniquilamos diariamente
temos apenas que juntar os cacos
e tornarmo-nos um quebra cabeças
um xadrez de peças tortas
ou um labirinto sem passagens
Que imagem vês?
Que palavra eis?
Que mundo te abrigas?
Somos nós?ou estou sozinha
para plantar os sonhos?
Quero saber se vou colher verdade
Quero saber se seremos plural
Ou o que petrifica é a singularidade..."
24 de março de 2009 - 01h47 - Radiohead - last flowers.
Keywords: Poemas, amizade, insônia.
"São olhos de insatisfação
Eles espiam a chuva descer devagar
Até o tempo está ameno
A água cai em conta-gotas
E leio as palavras de devastação
que alastram-se mortas
em um eterno ressonar
Vejo o mundo lá fora dentro de uma gota
E o mundo cai lentamente da janela enferrujada
Caiu a insustentável leveza do ser
Me reponho e recomponho todos os dias
sou horta morta
cultivada, regada ao luar
sou elevada, fabricada e colhida
e a alma é tolhida de cifras
canso de ser, de me recolher
junto- me a eles pra virar melodia
E assim nos aniquilamos diariamente
temos apenas que juntar os cacos
e tornarmo-nos um quebra cabeças
um xadrez de peças tortas
ou um labirinto sem passagens
Que imagem vês?
Que palavra eis?
Que mundo te abrigas?
Somos nós?ou estou sozinha
para plantar os sonhos?
Quero saber se vou colher verdade
Quero saber se seremos plural
Ou o que petrifica é a singularidade..."
24 de março de 2009 - 01h47 - Radiohead - last flowers.
Keywords: Poemas, amizade, insônia.
segunda-feira, 16 de março de 2009
E Quem Disse Que é facil ser adulto??
No alto da minha distração estou a todo momento quase sendo atropelada, meu atropelamento tem trilha sonora. É reconfortante escutar a nossa música, aquela que em certos momentos vem a calhar, emociona, alegra, entristece, meche com as emoções e nos prende no incosciente, escuto mil vezes a mesma música, vivo mil vezes suas sensações, danço, canto, ouço e silencio. Socorro, fui atropelada por uma música.
(16.03.09 – 03h09)
Estou aqui novamente perambulando entre músicas e palavras. Li um texto de Arnaldo Jabor, vou colocar alguns trechos:
E Quem Disse Que é facil ser adulto??
"Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.”
“E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.”
“Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…se não bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.”
E o mais importante pro momento:
“Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar…. ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.”
Embalada por Portshead
(16.03.09 – 03h09)
Estou aqui novamente perambulando entre músicas e palavras. Li um texto de Arnaldo Jabor, vou colocar alguns trechos:
E Quem Disse Que é facil ser adulto??
"Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.”
“E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.”
“Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…se não bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.”
E o mais importante pro momento:
“Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar…. ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.”
Embalada por Portshead
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
A insustentável leveza do ser.
“Mamãe, incansavelmente, explicava a Tereza que ser mãe é sacrificar tudo. Suas palavras eram convincentes porque expressavam a experiência de uma mulher que havia perdido tudo por causa do seu filho. Tereza escutav e acreditava que o mais alto valor da vida era a maternidade, e que a maternidade era um grande sacrificio.Se a maternidade é o próprio sacrificio, o destino de uma filha é a culpa que jamais poderá ser resgatada.”
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