terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bons ventos

Boas notícias chegando, planos se concretizando, planos sendo planejados. Ah... como é bom sonhar!

Realizando o sonho de menina, voltei para o Ballet.
Agora vai um aperitivo poético retirado do blog de minha amiga bailarina Juliana (http://aperitivopoetico.blogspot.com/), escrito pela sua mãe e minha querida ex-professora.



"As pequenas bailarinas
Fila de espera por trás das cortinas
As pequenas bailarinas
Cordão de estrelinhas de tule
Querendo virar cometas.

Pelos olhos cintilantes
Não serão elas, as estrelinhas
Que no palco entrarão.
O palco com cortinas e aplausos
Já entrou-lhes no coração.

As pequenas bailarinas
Saem estrelas, voltam fadas,
São pastoras e ovelhas
Feitas de coques, sapatilhas e meias
Pelas músicas orquestradas.

Encerrado o espetáculo
Nem de noite nem de dia
Vão as estrelinhas para a casa
E por mais que o sono arrebate
Já não podem ser apagadas."

Anchella Monte

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Carl Sagan - Pálido ponto azul

OS ERRANTES: UMA INTRODUÇÃO

Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamos-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muito de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma idéia tão absurda quanto fixar residência.
Trabalhando juntos, protegíamos os filhos dos leões e das hienas. Ensinávamos a eles as habilidades de que iriam precisar. E as ferramentas. Naquela época, como agora, a tecnologia era a chave de nossa sobrevivência.
Quando a seca era prolongada, ou quando o frio se demorava no ar do verão, nosso grupo partia - às vezes para terras desconhecidas. Procurávamos um lugar melhor. E, quando não nos dávamos bem com os outros em nosso pequeno bando nômade, partíamos à procura de um grupo mais amigável em algum outro lugar. Sempre podíamos começar de novo.
Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Não havia guardas de fronteiras então, nem funcionários da alfândega. A fronteira estava por toda parte. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu - e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos.
No entanto, quando o clima era adequado, quando os alimentos eram abundantes, tínhamos vontade de ficar no mesmo lugar. Sem aventuras. Engordando. Sem cuidados. Nos últimos 10 mil anos - um instante em nossa longa história - abandonamos a vida nômade.
Domesticamos as plantas e os animais. Por que correr atrás do alimento quando se pode fazer com que ele venha até nós?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Biólogos podem fazer o concurso da Petrobras, diz TRF2

A Petrobras é obrigada a aceitar a inscrição de biólogos em concurso para engenheiro do meio ambiente e analista ambiental junior. A Sexta Turma Especializada do TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) negou o pedido de suspensão de liminar apresentado pela estatal contra a ordem da Justiça Federal do Rio.
A primeira instância determinara que a Petrobras publicasse aditamento do edital do concurso, admitindo biólogos com especialização, mestrado ou doutorado em meio ambiente, para disputar as vagas de engenheiro, ou com especialização, mestrado ou doutorado em oceanografia, para concorrer às de analista. O concurso público é realizado pela fundação Cesgranrio.
O processo, uma ação civil pública, foi ajuizada pelo Ministério Público Federal e  pelo Conselho Regional de Biologia. Em sua defesa, a Petrobras argumentou que os biólogos não atenderiam às exigências das funções para as quais foram abertas vagas, porque, ao trabalhar na indústria ou na mineração, eles se ocupam apenas das conseqüências da atividade no meio ambiente, mas não são capazes de desenvolver novos mecanismos e corrigir problemas operacionais, nem sabem projetar e conduzir obras de engenharia para diminuir riscos ao meio ambiente.
O relator do processo no TRF2, desembargador federal Guilherme Calmon, lembrou que a especialidade meio ambiente tem caráter multidisciplinar e não é exclusiva de qualquer área profissional. Feita essa ponderação, ele ressaltou que os biólogos atendem às atribuições exigidas no edital para os cargos de engenheiro e analista do meio ambiente.
Entre as atribuições de engenheiro, segundo o edital do concurso, estão as de “acompanhar, participar e executar ações de gestão ambiental, promovendo a adequação da Companhia às exigências ambientais e o tratamento das áreas impactadas pelas atividades da Companhia, visando sua remediação”. Já a respeito do cargo de analista ambiental, o edital lista como atribuições “acompanhar, participar e executar análises sobre questões ambientais, atuando de forma integrada com as áreas de segurança e de saúde da Companhia e ações de desenvolvimento tecnológico, visando o mínimo de impacto sobre o meio ambiente e a sociedade e o uso racional dos recursos naturais, realizando ações para reduzir a geração de resíduos sólidos e promover a adequada destinação”.
Guilherme Calmon destacou que a Lei 6.684, de 1979, dispõe que compete aos biólogos “formular e elaborar estudo, projeto ou pesquisa científica básica e aplicada, nos vários setores da Biologia ou a ela ligado, bem como os que se relacionam à preservação, saneamento e melhoramento do meio ambiente, executando direta ou indiretamente as atividades resultantes desses trabalhos, o que, para o magistrado, encaixa perfeitamente no rol de tarefas definidas no edital.
Além disso, afirmou ainda o desembargador, o Conselho Federal de Biologia baixou a Resolução 10, de 2003, que estabelece como área de conhecimento dos biólogos o “manejo e conservação”, o “meio ambiente”, a “gestão ambiental” e a “Oceanografia: Biologia Marinha (Oceanografia Biológica)”. Com informações do TRF2.

Proc. 2008.02.01.008875-7

Retirado do site: http://www.observatorioeco.com.br

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estude! Estude! Estude!

Meu planejamento para 2011 é só estudar. A partir de agora, serei mais uma concurseira. Então meu post de hoje será uma dica de estudos.



DICAS DE ESTUDO

Ler deitado não dá. De costas pode levar ao sono. De bruços força a coluna vertebral, o abdome, os músculos dos braços e do pescoço. Corpo e mente funcionam melhor se você estuda sentado. - Aprendizagem e atividades: Mude de postura durante o período de estudo. Por exemplo: levante-se e leia em voz alta; se dispuser de uma lousa, reproduza a matéria como se estivesse dando aula. Faça desenhos, diagramas e esboços do assunto. A visualização facilita a compreensão e a fixação das apostilas e dos livros. - De acordo com a ambiente o cérebro se prepara para determinada atividade. Por isso é melhor sempre estudar no mesmo local, arejado e com boa iluminação. - Um mínimo de arrumação do material sobre a mesa evita que você interrompa a concentração para procurar alguma coisa. Deixe lápis, borracha, caneta, cadernos, papéis e livros bem à mão. - Nada de deixar tudo para última hora e varar a noite lendo. O cérebro se cansa, É preciso fazer um intervalo depois de 50 minutos de concentração. Médicos e especialistas recomendam que, nessa pausa, o estudante faça alguma coisa com as mãos, como preparar o próprio suco, para dar uma folga a atividade mental. - Não seja um devorador compulsivo de livros e apostilas. Habitue-se a refletir, questionar, debater e duvidar. Lembre-se de que os atuais vestibulares baseiam-se na interação de conhecimento das diferentes disciplinas. - Crescer! Neste momento é fundamental que o adulto prevaleça sobre a criança que ainda existe dentro de vocÊ. Isto é, enquanto você não for capaz de adiar pequenos prazeres, em função dos compromissos assumidos, não estará suficientemente maduro para enfrentar os desafios. E então? Agora é só arregaçar as mangas e mãos à obra! Controle seu tempo O controle do tempo pode servir para uma conquista de pleno domínio de si mesmo. Quem zela pela assiduidade e pontualidade quase sempre é uma pessoa que tem respeito por si próprio e pelos outros. Resta dizer, que o melhor controle de tempo, se expressa no seu bom uso. Do contrário, passa inutilmente, e já não podemos recuperá-lo. Não deixemos para estudar amanhã. Amanhã é porta fechada e trancada que deixa muita gente do lado de fora. Se você souber utilizar essas orientações suas chances de sucesso aumentam e você poderá alcançar e descobrir horizontes e rumos inacreditáveis. 

Tente!



Fonte de Pesquisa (com adaptações): - Como passar no vestibular - Dr. Lair Ribeiro. - Psicologia da Educação - Claudia Davis, São Paulo, Cortez, 1997.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Bolo "Escondidinho de maracujá"

Vou fazer mais tarde! Receita da Ana Maria Braga, férias é fogo, até assistir mais você, eu assisti!

Ingredientes:

Massa: 
- 5 ovos
- 200 g de açúcar
- 200 g de farinha de trigo
- 70 g de chocolate em pó
- 1 colher (chá) de fermento em pó
- 1/2 xícara (chá) de suco de maracujá misturado com 4
colheres (sopa) de água

Recheio: 
- 1 lata de leite condensado
- 1 caixa de creme de leite
- 150 ml de suco de maracujá
- 1 envelope de gelatina em pó sem sabor (hidratada e
dissolvida conforme o fabricante)

Cobertura: 
- 300 g de chocolate meio amargo derretido
- 8 colheres (sopa) de suco de maracujá 
 
MODO DE PREPARO
Bolo: 
1 - Numa batedeira coloque 5 ovos e 200 g de açúcar e bata bem
até dobrar de volume (+/- 10 minutos). Desligue a batedeira e
adicione 200 g de farinha de trigo, 70 g de chocolate em pó e 1
colher (chá) de fermento em pó e misture delicadamente até formar
um creme fofo.

2 - Transfira este creme (feito acima) para uma fôrma de bolo com
buraco no meio (24 cm de diâmetro), untada e enfarinhada e leve
ao forno médio pré-aquecido a 180 graus por +/- 35 minutos.
Retire do forno e desenforme.  

3 - Com uma faca corte a superfície plana do bolo de chocolate e
retire uma tampa. Reserve a tampa. Volte o bolo (sem a tampa)
para a fôrma e com uma colher retire o miolo do bolo, formando
uma cavidade e deixando uma borda de bolo na lateral e no centro
do bolo (+/- 1 cm de massa nas laterais). Molhe esta cavidade do
bolo com 1/2 xícara (chá) de suco de maracujá misturado com 4
colheres (sopa) de água e com uma colher coloque o recheio de
maracujá (receita abaixo) até preencher toda a cavidade. Alise a
superfície e cubra com a tampa que foi retirada do bolo. Aperte
ligeiramente fechando bem. Desenforme o bolo e cubra-o com
chocolate derretido misturado com suco de maracujá. Sirva em
seguida.  

OBS: com o miolo do bolo você pode fazer um falso cajuzinho,
misturando 200 g de farelo de bolo (4 xícaras de chá) com 160 g
de pasta de amendoim (1 xícara de chá). Modele os cajuzinhos nas
mãos, passe no açúcar e coloque em cada um 1/2 amendoim.

Recheio: 
4 - Num liquidificador coloque 1 lata de leite condensado, 1
caixa de creme de leite, 150 ml de suco de maracujá e 1 envelope
de gelatina em pó sem sabor (hidratada e dissolvida conforme o
fabricante) e bata bem até ficar homogêneo. Reserve até rechear o
bolo.

Cobertura: 
5 - Numa tigela coloque 300 g de chocolate meio amargo derretido
e 8 colheres (sopa) de suco de maracujá, misture bem e cubra o
bolo já recheado. 
 
 
Pulo do gato
"DICA: para obter o suco de maracujá, retire a polpa
da fruta com as sementes e coloque num
liquidificador. Aperte a tecla pulsar 2 vezes, coe e
utilize."
http://receitas.maisvoce.globo.com/Receitas/Doces_Sobremesas/0,,REC51317-7778-38+ESCONDIDINHO+DE+MARACUJA,00.html

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nesses últimos dias (semanas, meses, sei lá) não tenho  feito outra coisa além de estudar, trabalhar sem me sobrar muito tempo para o lazer, Hoje não tinha nenhum compromisso, nada. Dia de ficar em casa, dormir até tarde e ficar na net esperando a hora de ir dormir de novo.


Comecei a folhear uns livros antigos. Encontrei páginas arrancadas de uma agenda do mês de agosto (desgosto), o ano era 2004, com os seguintes dizeres:

Dia 15 de agosto
"-Pagar taxa da inscrição do vestibular
 - Levar roupa para costureira;
 -Ir pro curso de química
 - Estudar
 - Ter sanidade mental"

Dia 17 de agosto

"Temos mantido nossa morte em segredo para tornar nossa vida possivel
Temos disfarçado com falso amor a nossa indeiferença, sabendo que a nossa indiferença
é a angústia disfaçada
Temos disfarçado com pequeno medo o grande medo maior
e por isso nunca falamos no que realmente importa
Não temos sido puros e ingênuos para rirmos de nós mesmos
 para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo"
e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz
Temos sorrido em público o que não sorrimos quando ficamos sozinhos'

Dia 16 de agosto

"Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho
Sou um monte intransponível no meu próprio caminho
Mas as vezes, por uma palavra sua ou uma palavra lida
de repente, tudo se esclarece."

É, naquela época eu era estressada com os estudos, tinha muitas coisas para fazer, estava apaixonada e boba e triste e infeliz.

Não muito diferente do que estou hoje.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

World café

Texto retirado de :http://vocesa.abril.com.br/blog/mochileiro-corporativo/2010/11/02/dialogos-colaborativos-aprendizado-diversao-e-experiencias/

Uma das minhas atividades preferidas em sala de aula é o World Café. Por ser um processo flexível, criativo e prático, essa metodologia permite que você crie diálogos colaborativos, aumente o engajamento, promova a troca de idéias entre os participantes e, principalmente, que o conhecimento individual torne-se coletivo. Dentro de programas corporativos, gosto de aplicar o World Café para “aquecer as mentes” dos alunos e permitir uma troca de experiências rápidas sobre o assunto-chave.
Na sua essência, a metodologia do World Café parece muito com aquela situação em que você está num bar e as pessoas começam a bater papo sobre um determinado assunto e, devido a criatividade, questionamentos, experiências e conexões de cada um, você percebe que aprendeu e conheceu outros pontos de vista.
A abordagem inovadora para condução de diálogos colaborativos World Café foi desenvolvida no final da década de 90 por Juanita Brown e David Isaacs, professores americanos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), e depois se espalhou por diversas escolas, universidades e treinamentos corporativos dos Estados Unidos, Europa e América Latina.
De uma forma bem resumida são quatro as fases para uma aplicação do World Café:
1. Defina os objetivos para a sessão
O que você quer conversar (tema central ou pergunta desafiadora), o que você quer descobrir, quais são o perfil e o número de participantes, o tempo que você tem disponível, ou seja: o propósito, o público e os parâmetros.
2. Preparando o ambiente
Sua expectativa não pode ser maior que o seu preparo! É importante que você crie um ambiente acolhedor, divertido e que permita a troca de informações e o registro das boas idéias. Cobrir a mesa com um papel tipo “kraft”, fornecer canetinhas, lápis coloridos, objetos lúdicos e servir um cafezinho e algo para comer são iniciativas fundamentais para o sucesso da atividade.
3. Realizando a atividade
Aqui você precisa eleger um anfitrião em cada mesa. Uma estratégia interessante é solicitar que todos os participantes levantem o braço, de tal forma que o cotovelo fique acima da orelha. Quando conto até três, em cada mesa os participantes devem apontar para a pessoa que será o anfitrião e irá organizar e anotar as principais idéias, desenhos e mensagens.
Encoraje tanto os anfitriões quanto os participantes a escrever, rabiscar e desenhar idéias-chave em suas toalhas de papel ou anotar em seus cadernos os principais conceitos discutidos. Ao final de cada rodada, as pessoas devem trocar de mesas, com exceção do anfitrião que sempre irá relatar aos novos participantes daquela mesa o assunto conversado e depois ouvir a abordagem deles na mesa em que estavam sentados antes da troca. Aqui recomendo que sejam usados de cinco a dez minutos em cada rodada e, depois de três rodadas de mesa, o grupo já estará pronto para a última fase.
 4. Compartilhando o aprendizado
Agora entra em ação o papel de facilitador, que é ouvir e anotar em um flip-chart o que cada anfitrião identificou de relevante nas conversas dos diferentes grupos que discutiram e passaram por sua mesa. É importante ficar atento às principais descobertas e respostas apresentadas e ao aprendizado percebido pelo grupo.
Para se aprofundar nessa metodologia, leia o livro “O World Café – dando forma ao nosso futuro por meio de conversação”, da Editora Cultrix, ou no site dos autores www.theworldcafe.com.
 E aqui vai uma Dicaduka: na preparação para a aplicação do World Café, você pode criar um “roteiro-identificador” e colocá-lo em cada uma das mesas de modo a incentivar a prática dos diálogos colaborativos, como o que segue:
Etiqueta do Café
Foque no que importa.
Contribua com o seu pensamento.
Fale através de sua mente e seu coração.
Escute para compreender.
Ligue e conecte idéias.
Escutem juntos os insights e perguntas mais profundas.
Brinque, rabisque, desenhe – escrever nas toalhas de mesa é desejável!
Divirta-se!