quarta-feira, 13 de abril de 2011

"Eu não sei como eu posso parecer ao mundo, mas para mim, eu pareço ser apenas como uma criança brincando na beira do mar, divertindo-me e encontrando um seixo mais liso ou uma concha mais bonita do que o ordinário, enquanto o grande oceano da verdade permanece todo indescoberto diante de mim"
Um pouco nostálgica, um pouco entrelinhas, buscando textos antigos.

"O que você é?!

Um homem ou um rato?

...e o rato ofendido roeu as roupas,os sapatos,os queijos,a esperança,a fé,a abonança... Roeu o que sobrara e o que ainda estava por vir,e,dormiu satisfeito porque vingara-se daquela cruel comparação.


O rato foi feliz porque nao teve de ser homem,não quis sê-lo nem fazê-lo. Foi rato e foi feliz. "

segunda-feira, 21 de março de 2011

Oceanos e mares

      Diferença entre mares e oceanos:
Os mares e oceanos diferem pela posição geográfica e dimensão. Os mares fazem parte do oceano, localizam-se circundando os continentes ocupando áreas mais reduzidas, por isso, são menos profundos que os oceanos. Em alguns casos os mares também podem se estender para dentro do continente, como alguns lagos salinos. Apresenta aspectos físico-químicos e biológicos peculiares e dimensões mais restritas do que os oceanos. São divididos em mares abertos, interiores e fechados.
Os oceanos, preenchem as grandes depressões da superfície da terra, ocupando cerca de 71% da superfície do globo.  A sua salinidade resulta da afluência da matéria continental dissolvida levada pelos rios, pois quando a água evapora de sua superfície, os sais são deixados. A salinidade varia de acordo com as características da área e as águas menos salgadas são menos densas. A temperatura também afeta a densidade e as águas mais frias tendem a se deslocar para o fundo. Estruturalmente, os oceanos têm plataformas continentais em suas margens, e bacias e fossas nas partes mais fundas. Eles são afetados pelos movimentos das placas da crosta terrestre mais do que pela terra firme, porque a maioria das fronteiras entre as placas está sob o oceano. Existem montanhas, vulcões e fendas nas profundezas dos oceanos. São divididos em Pacífico, Atlântico, Índico, Ártico e Antártico.
 
Fatores que influenciam a distribuição de espécies
Um dos principais fatores que influencia a distribuição de espécies em ambientes aquáticos é a luminosidade. As zonas superficiais com maior incidência de luz são as zonas mais produtivas e ricas em espécies, devido à maior abundância de produtores primários que utilizam a luz como recurso, isso sustenta a cadeia trófica. Temperatura também influência na distribuição de espécies, um exemplo disso seria as termoclinas, que são quedas bruscas de temperatura e acreditava-se que estas eram uma barreira na distribuição de espécies. Outro fator que limita a produtividade primária (fitoplanctônica) e conseqüentemente a distribuição de espécies são os nutrientes (carbono, fósforo e nitrogênio) o elemento que estiver em quantidades inferiores ás proporções normais (C:N:P = 106:16:1) poderá limitar as taxas de fotossíntese, segundo a lei do mínimo de Liebig. 

Ameaças aos ambientes aquáticos ( Mares e oceanos)
As atividades antrópicas, como a industrialização, queima de combustíveis fósseis, e etc. vem ameaçando nossos mares e oceanos, como também todo o planeta. A poluição ambiental é vista como resultado dessas atividades, que vem alterando o clima globalmente.
O dióxido de enxofre emitido por usinas elétricas e metais, como cobre, zinco, e chumbo vem se acumulando e se depositando em ambientes naturais, isso limita a distribuição dos organismos. Os efluentes tóxicos depositados no ambiente podem penetrar em um curso d’água e afetar a flora e fauna por toda a sua extensão a jusante.
Essa poluição ambiental vem provocando mudanças globais, como o efeito estufa, que retêm a energia irradiada da terra,  superaquecendo-a, levando ao aquecimento global. Tais mudanças provavelmente resultarão no derretimento das calotas polares, com conseqüente aumento no nível do mar, e em grandes mudanças no padrão climático global e na distribuição das espécies, (mudanças latitudinais e altitudinais) e extinções da fauna e flora.

terça-feira, 1 de março de 2011

Biodiversidade



Você é biodiversidade. A maior parte do oxigênio que você respira vem do plâncton dos oceanos e das exuberantes florestas ao redor do globo. As frutas e verduras que você come provavelmente foram polinizadas por abelhas, e a água que você bebe é parte de um imenso ciclo global que envolve você, nuvens, chuvas, geleiras, rios e oceanos.

Nossa dieta depende quase inteiramente de plantas e animais ao nosso redor, desde gramíneas que nos dão o arroz e o trigo, até o peixe e a carne, originados tanto de áreas selvagens quanto manejadas. Seu corpo contém mais de 100 trilhões de células e está conectado com tudo à sua volta e ao resto do mundo, por meio de um maravilhoso sistema complexo e infinito.

Você compartilha seus átomos com cada ser e objeto do mundo natural e, neste sentido, você é ao mesmo tempo velho e inconcebivelmente jovem. Biodiversidade é vida, sua vida é biodiversidade e biodiversidade é você. Juntamente com você, 13 milhões de espécies vivas diferentes compartilham o planeta, incluindo plantas, animais e bactérias, das quais apenas 1,75 milhões foram nomeadas e registradas. Esta incrível riqueza natural é um tesouro inestimável que constitui a base fundamental do bem-estar humano. Os sistemas e processos desses milhões de seres fornecem coletivamente o alimento, a água e o ar que você respira - os fundamentos básicos da vida.

Como se isso não bastasse eles também lhe fornecem madeira e matérias vegetais para mobiliário, construção e combustível, mecanismos que regulam o clima, controle de inundações e reciclagem do seu lixo, além de novos compostos e substâncias químicas a partir dos quais os medicamentos são feitos. Talvez você tome a biodiversidade como algo tão garantido e de forma tão óbvia ao redor de você, que às vezes é fácil esquecer que ela existe - que você é uma parte dela e não pode viver separado.

A contribuição da biodiversidade para a sua vida não é apenas prática, física ou funcional, é também cultural. A diversidade do mundo natural tem sido uma fonte constante de inspiração ao longo da história humana, influenciando as tradições, a forma como nossa sociedade tem evoluído e como tem sido o fornecimento de bens e serviços básicos sobre os quais o comércio e a economia são construídos. O desaparecimento de espécies únicas é uma perda que não pode ser calculada e nos deixa a todos muito mais pobres.

A perda de espécies ícones e simbólicas não é apenas uma tragédia cultural, mas também ameaça a nossa própria sobrevivência. A bela e generosa diversidade do mundo natural tem sido destruída como resultado de atividades humanas. A derrubada ou queima de florestas, a remoção de mangues, a agricultura intensiva, o stress da poluição, a pesca excessiva e os impactos das alterações climáticas, todos estes fatores estão destruindo a biodiversidade.

Podemos parar esta perda, a questão é: conseguiremos?

Retirado do site do Ministério do Meio Ambiente - http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=146&idConteudo=9765


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O nicho ecológico


                Quando iniciei meus estudos na ecologia, já na graduação, percebi o quanto o conceito de nicho ecológico é muito mais complexo do que o simples “habitat é a casa e nicho é a profissão” do Ensino Médio. Existe uma mal compreensão do termo.
                É necessário que se compreenda que nicho não é um local, mas sim uma idéia, é um resumo das tolerâncias e necessidades de um organismo.
                Hutchinson em 1957 propôs o  conceito moderno de nicho na qual a tolerância e a necessidade interagem com as condições e recursos necessários à um indivíduo ou uma espécie, a fim de cumprir seu modo de vida. Podem existir várias dimensões de nichos, como por exemplo, a temperatura que limita o crescimento, reprodução e sobrevivência de indivíduos ou espécies, esses sobrevivem em faixas diferentes de temperatura, essas faixas são dimensões do nicho. Podemos citar também outras condições como salinidade, pH, umidade do ar, fluxo da água e os recursos necessários variados para a sobrevivência da espécie.
                Porém o conceito de nicho foi ampliado e se distinguiu em Nicho Fundamental e Nicho Realizado. Em geral uma espécie tem um nicho mais amplo quando na ausência de competidores e predadores, sendo assim, este descreve as potencialidades totais de condições e recursos na qual a espécie pode tolerar, denominando-se Nicho fundamental. Com um espectro mais limitado, descreve-se o conceito de Nicho Realizado cuja natureza exata é determinada  pelo tipo de interações presentes nele, realçando a competição inter-específica que reduz a fecundidade e a sobrevivência.
                No meu entender, nicho fundamental é aquilo no qual as espécies tem o potencial para “ser” (viabilidade) e nicho realizado é o que as espécies realmente “são”.

                Só divagando um pouquinho, e necessitando tirar meu português da gaveta. Achei uma forma interessante para exercitar minhas produções de textos, outrora  satisfatórias, e agora nem tanto.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bons ventos

Boas notícias chegando, planos se concretizando, planos sendo planejados. Ah... como é bom sonhar!

Realizando o sonho de menina, voltei para o Ballet.
Agora vai um aperitivo poético retirado do blog de minha amiga bailarina Juliana (http://aperitivopoetico.blogspot.com/), escrito pela sua mãe e minha querida ex-professora.



"As pequenas bailarinas
Fila de espera por trás das cortinas
As pequenas bailarinas
Cordão de estrelinhas de tule
Querendo virar cometas.

Pelos olhos cintilantes
Não serão elas, as estrelinhas
Que no palco entrarão.
O palco com cortinas e aplausos
Já entrou-lhes no coração.

As pequenas bailarinas
Saem estrelas, voltam fadas,
São pastoras e ovelhas
Feitas de coques, sapatilhas e meias
Pelas músicas orquestradas.

Encerrado o espetáculo
Nem de noite nem de dia
Vão as estrelinhas para a casa
E por mais que o sono arrebate
Já não podem ser apagadas."

Anchella Monte

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Carl Sagan - Pálido ponto azul

OS ERRANTES: UMA INTRODUÇÃO

Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamos-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muito de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma idéia tão absurda quanto fixar residência.
Trabalhando juntos, protegíamos os filhos dos leões e das hienas. Ensinávamos a eles as habilidades de que iriam precisar. E as ferramentas. Naquela época, como agora, a tecnologia era a chave de nossa sobrevivência.
Quando a seca era prolongada, ou quando o frio se demorava no ar do verão, nosso grupo partia - às vezes para terras desconhecidas. Procurávamos um lugar melhor. E, quando não nos dávamos bem com os outros em nosso pequeno bando nômade, partíamos à procura de um grupo mais amigável em algum outro lugar. Sempre podíamos começar de novo.
Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Não havia guardas de fronteiras então, nem funcionários da alfândega. A fronteira estava por toda parte. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu - e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos.
No entanto, quando o clima era adequado, quando os alimentos eram abundantes, tínhamos vontade de ficar no mesmo lugar. Sem aventuras. Engordando. Sem cuidados. Nos últimos 10 mil anos - um instante em nossa longa história - abandonamos a vida nômade.
Domesticamos as plantas e os animais. Por que correr atrás do alimento quando se pode fazer com que ele venha até nós?